Agendamento em sistema e confirmação em planilha paralela.
OlhamosInventário dos controles paralelos e mapa do caminho dos dados.
LevaramO desenho de onde a duplicidade nascia, em uma folha só.
Somos uma consultoria de transformação digital para redes e filiais, em atividade desde 2019. Seis pessoas, trabalho feito dentro das lojas e não em sala de reunião da matriz.

A consultoria existe desde 2019 e tem seis pessoas: quatro consultores que passam a maior parte do mês em viagem, visitando unidades, e duas analistas que ficam no escritório montando os mapas, as medições e os relatórios de etapa. Não temos vendedor: quem visita é quem escreve.
Atendemos redes, filiais e franquias de três a quarenta unidades — lojas de material elétrico e de construção, farmácias, distribuidoras com depósitos regionais e redes de alimentação. A base fica em Santarém e atendemos o Pará e os estados vizinhos, com a viagem sempre orçada à parte e aprovada antes.
Todo trabalho começa com um dia inteiro dentro de uma unidade, acompanhando abertura, movimento e fechamento, sem agenda de reunião. Reunião na matriz não revela o caderno que a encarregada mantém embaixo do balcão, e é ele que costuma explicar por que o total do mês não bate.
A segunda coisa que fazemos é medir. Dizer que a informação «demora a chegar» não move ninguém; dizer que ela leva vinte e seis horas entre o fato na loja e o número pronto na matriz muda a conversa inteira. Um levantamento da rede leva sete semanas, e toda mudança estreia em uma unidade piloto antes de ir para as demais.
O que não fazemos: não desenvolvemos nem configuramos sistema e não prestamos suporte; não somos revenda nem representante de fornecedor e não aceitamos comissão; não operamos a rotina da rede, não fazemos conferência de estoque nem fechamento por conta do cliente; e não avaliamos o desempenho de funcionário de unidade — o que medimos é o caminho da informação, não a pessoa que a preenche.
O que a matriz não vê está no balcão, e só aparece em um turno inteiro de observação.
Número cronometrado muda a conversa; impressão sobre demora, não.
Ele é um sintoma: alguém precisou resolver algo que o processo oficial não resolvia.
Toda mudança estreia em uma unidade e só depois vai para as demais.
Rede não sofre de falta de informação. Sofre de informação que chega tarde e em formatos diferentes. Essas cinco medidas dizem exatamente onde o atraso nasce.
Toda unidade inventa um controle paralelo quando o oficial não atende. Listamos esses controles um a um, com o nome que cada encarregado dá ao seu.
Cronometramos a consolidação de um dia inteiro: da hora em que a primeira unidade envia até a hora em que o número consolidado está pronto para ser lido.
Em quase toda rede existe uma pessoa que conserta em silêncio o que chega errado. Enquanto ela não for identificada, o processo parece funcionar bem.
Comparamos o cadastro de produtos ou serviços de três unidades. A distância entre elas costuma explicar por que os totais nunca batem.
Simulamos a ausência de cada função na cadeia de envio e anotamos o que para. É o teste que mais muda a ordem do plano.
Casos publicados com autorização; números de unidades e prazos são os que constam dos relatórios entregues.
OlhamosInventário dos controles paralelos e mapa do caminho dos dados.
LevaramO desenho de onde a duplicidade nascia, em uma folha só.
OlhamosIdentificação das correções silenciosas e teste de ausência.
LevaramA lista do que parava sem ela, e a primeira etapa do plano.
OlhamosPadronização do formulário de envio com os encarregados.
LevaramUm modelo único de envio e a regra de quem preenche cada coluna.
Diga qual unidade da sua rede tem menos contato com a matriz. É de lá que costuma sair o retrato mais honesto de como a informação anda hoje.
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